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Mensagem do Presidente do Conselho de Administração
Entrou em funções no dia 1 de dezembro o Conselho de Administração nomeado para o mandato de 2017-2021.
Foi elaborado e apresentado o seu plano de atividades para 2018 e respetivo orçamento, que reflete os objetivos estratégicos estabelecidos pelo Plano Estratégico 2016/2030, para os sectores do abastecimento de água, saneamento de águas residuais e gestão de resíduos urbanos, designadamente a melhoria da qualidade dos serviços, a otimização e gestão eficiente dos recursos e a sustentabilidade económico-financeira, tendo o mesmo sido aprovado pelos sócios reunidos para o efeito.
Sobrepõe-se a todos estes assuntos o tema da Água, neste caso a falta dela.
A seca instalou-se em Portugal e o clima teima em não ajudar; a maior parte do território encontra-se em seca extrema e as previsões tendem a piorar. Neste cenário, urge tomar medidas que minimizem o desperdício e promovam a utilização parcimoniosa deste recurso cada vez mais escasso.
A Infraquinta E.M. há muito que iniciou o combate às perdas de água, tendo alcançado no ano de 2017 valores de água não faturada de 4,6%, o mais baixo do país.
Desde 2004 que a empresa investe no combate às ineficiências na rede de abastecimento, desde logo, pelo investimento em telemetria e telegestão, que permitem o controlo sistematizado de toda a rede e equipamentos, depois, pela implementação de uma política de substituição de contadores dentro do período de vida útil e criação de zonas de medição e controlo, pelo investimento em equipamentos de deteção e verificação técnica, permitindo desta forma perceber atempadamente situações de ruturas, ligações indevidas ou perdas, e ainda pela capacitação dos seus recursos humanos, através da participação em programas nacionais de combate às perdas, especializando o conhecimento existente.
Também a jusante, ou seja, como utilizadores, foi necessário introduzir alterações ao modo de funcionamento, quer seja através da utilização de água residual tratada para rega, como também com a introdução nos espaços verdes públicos de plantas autóctones e a substituição de relva por gravilha, casca de pinheiro e outros elementos com menor necessidade de consumo de água. Também os sistemas de rega foram revistos, abandonando-se os aspersores e adotando-se o método gota a gota.
Mais recentemente temos vindo a trabalhar em projetos de aumento de eficiência energética e utilização de água residual tratada, assim como de água pluvial, procurando criar sinergias e o maior aproveitamento possível deste precioso recurso.
O Município de Loulé lidera na implementação de estratégias para o combate às alterações climáticas e nós sentimos que cumprimos a nossa parte, no entanto, muito ainda há a fazer.
O futuro que alguns teimam não ver está muito perto; torna-se por isso absolutamente necessário enfrentar esta questão e aproveitar as melhores práticas já experimentadas.
"Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor à água."
Thomas Fuller
